COVID-19: Pesquisa realizada pelo SINPROF apresenta dados sobre professores do grupo de risco e mais!

Compartilhe :

Por Val Barreto*

O SINPROF – Sindicato dos professores e professoras de Rondônia iniciou um levantamento por meio pesquisa via formulário do Google de julho/2020 a novembro/2020 para verificar o porcentual e informações básicas sobre os professores que fazem parte do grupo de risco, ou seja, portadores de doenças crônicas como diabetes, hipertensão, bronquite, asma e professores acima de 60 anos, que são os mais propensos a ter complicações e morrer de Covid-19.


A pesquisa irá subsidiar os pedidos de providências do sindicato junto as Secretaria Municipal de Educação (SEMED) e Secretaria de Estado da Educação (SEDUC) e demais órgãos pertinentes.

Através de um questionário simples e dinâmico de apenas 10 questões, a pesquisa recolheu informações referentes a idade, gênero, comorbidades e ainda sobre a opinião dos professores em relação a sentirem-se ou não, seguros para voltar a exercer suas atividades, de forma presencial na escola. Dos professores que participaram da pesquisa, 58% dos participantes pertencem a rede estadual e 41% da rede municipal.

Os professores que compõem o grupo de risco são os idosos que estão mais suscetíveis às complicações por causa de alterações no sistema imunológico naturais da idade, como os males cardíacos, a circulação prejudicada, etc. Dos participantes, a maioria é do sexo feminino e tem entre 30 e 78 anos:

Quando indagados sobre pertencerem ao grupo do risco de doenças possivelmente agravadas pela COVID-19, causada pelo novo coronavírus, 64% informaram que sim, que se consideram do grupo de risco, conforme gráfico:

Cerca de 37% dos professores informaram que possuem mais de uma comorbidade/doença que o classifica como grupo de risco, enquanto 50% informaram que não tem mais de duas doenças e outros 12% responderam que não sabem:

Os professores informaram na pesquisa que são portadores de doenças crônicas como diabetes, hipertensão, bronquite, asma, doenças cardiovasculares, enfermidades hematológicas, doença renal crônica, obesidade, imunodepressão, lúpus, câncer, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), dentre outras doenças.

56% dos professores conseguem comprovar sua (as) comorbidades por laudo médico e 23% precisa passar por avaliação médica:

90% dos professores que participaram da pesquisa disseram que não se sentem seguros para voltar a exercer suas atividades, de forma presencial na escola e apenas 5% informaram que se sentem seguros em voltar para a sala de aula de forma presencial:

Sobre o motivo que os fariam se sentir seguros para voltar as aulas presenciais na escola, cerca de 90% informaram que apenas com a vacina, concordam em voltar ao espaço escolar de forma presencial. Os demais relataram outros pontos que fariam sentir-se seguros como:

– A redução do número de alunos por sala, rodízio e as medidas preventivas;

– Que o risco de contágio diminua consideravelmente;

– Ações efetivas que garantam a segurança e meios de prevenção;

– Controle da pandemia;

– Zerar os riscos de contaminação;

– A disponibilização dos itens de segurança individual;

– Infraestrutura adequada para o professor no que tange ao psicológico;

– Um plano de voltar, que seja feito pelos professores;

– Estrutura adequada nos estabelecimentos de ensino;

– A garantia de todos os cuidados de higiene;

– Estar bem de saúde física e emocionalmente.

O SINPROF convocou todos os professores da rede municipal e estadual para participar da pesquisa, pois desse levantamento depende medidas sanitárias para o retorno as aulas presenciais tanto para quem faz parte do grupo de risco, ou não e ainda a uma série de outras iniciativas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *